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Domínio de Autonomia Curricular – Regiões, tradições e recordações

De regresso à escola, logo a dar-nos as boas-vindas aos segundo período, assinalámos o Dia de Reis. Relembrámos esta tradição e partilhámos com os colegas que se juntaram a nós ao longo do 1.º ciclo os trabalhos e descobertas que fomos fazendo sobre esta data.

Este foi o mote para abraçarmos o novo desafio: conhecer as diferentes regiões de Portugal, descobrir as nossas tradições e partilhar as recordações que pertencem à família de cada um.

Começámos pelo Estudo do Meio para perceber como se divide o nosso país. Relembrámos os distritos mas descobrimos que antes de 1835 o país estava dividido em províncias e que estas se mantiveram como divisões históricas e geográficas, não desaparecendo do nosso quotidiano, mantendo-se em manuais escolares, e sendo a divisão regional de maior referência dos portugueses.

Descobrimos que os familiares de alguns colegas vieram de outras partes de Portugal, fizemos pesquisas sobre os distritos e sobre as regiões e foi assim que descobrimos os trajes regionais. Com as técnicas de desenho  à vista e ilustração que temos aprendido nas Artes Visuais, reproduzimos estes trajes e construímos um mapa onde localizámos as antigas províncias e associamos cada roupagem ao seu território.

Simultaneamente, percebemos que também existem tradições musicais que são próprias de cada região e, com o professor de Música, descobrimos diversos instrumentos e sonoridades que estão ligados à identidade de cada local.

Recordámos também os provérbios e os contos tradicionais. Lemos alguns contos que fazem parte da memória de todos e aprendemos que muitos deles não são portugueses. Estudámos sobre Hans Christian Andersen, um dos autores mais conhecidos por ter escrito contos que todos conhecemos como: “O patinho feio”, “O soldadinho de chumbo”, “A pequena sereia” e muitos outros. Lemos alguns dos seus contos e criámos bandas desenhadas, respeitando as regras e orientações que aprendemos no Português para estruturar este tipo de texto.

Aproveitámos para jogar uns jogos tradicionais na educação física, redescobrindo as brincadeiras de que falam os nossos pais e avós. 

Na nossa busca, descobrimos que a culinária desempenha um papel fundamental na identidade dos portugueses e das suas regiões/províncias, especialmente a doçaria. A maioria das receitas que encontrámos eram um pouco complicadas, por isso recorremos à uma tradição diferente: a de aprender a fazer o bolo de iogurte. A professora contou, e os nossos pais confirmaram, que guarda a recordação deste ter sido o primeiro bolo que a ensinaram a fazer e quis partilhar essa memória.

Ora, sendo professora tinha que aproveitar para tornar a receita interessante e misturar dízimas, frações e percentagens, levando-nos numa aventura matemática para decifrar quantidades. No final, cozinhámos o bolo com a ajuda dos nossos pais e trouxemo-los para a escola.

Juntámos todas as nossas descobertas, as nossas pesquisas e os nossos trabalhos e organizámos um lanche para partilharmos com os nossos amigos e familiares as coisas que aprendemos ao longo desta demanda.

Alguns colegas, aproveitaram este convívio para apresentar algumas peças que estão a estudar para o seu instrumento, mostrando-nos sonoridades tradicionais de outros países. 

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